Data de publicação: 20/07/2026
🎯 Objetivo
Orientar a configuração necessária no TOTVS Protheus para geração das informações da tabela CDV e posterior preenchimento da tag cBenef no XML da NF-e para operações realizadas no estado do Paraná.
O processo envolve a importação dos códigos da Tabela 5.2 do SPED, o cadastro ou manutenção dos Códigos de Valores Declaratórios, a amarração fiscal na rotina FISA140 e a emissão do documento fiscal. (Central de Atendimento TOTVS)
🧩 Ambiente
TOTVS Backoffice – Linha Protheus – Livros Fiscais (SIGAFIS)
Aplicável a partir da versão: 12.1.17. (Central de Atendimento TOTVS)
🔎 Visão geral
A tag cBenef identifica o código de benefício fiscal aplicável à operação realizada. No cenário do Paraná apresentado pela TOTVS, sua geração depende da preparação dos códigos declaratórios e da correta associação entre produto ou grupo tributário, CFOP, CST e código de reflexo. (Central de Atendimento TOTVS)
O fluxo ocorre, de forma resumida, nas seguintes etapas:
configuração dos parâmetros do ambiente;
importação ou cadastro da Tabela 5.2;
gravação dos códigos na tabela CDY;
criação das regras na rotina FISA140;
emissão da nota fiscal;
gravação das informações na tabela CDV;
leitura da CDV durante a montagem do XML para geração da tag
cBenef. (Central de Atendimento TOTVS)
⚙️ Configuração dos parâmetros
Antes de importar os códigos e criar as amarrações, confira os seguintes parâmetros:
MV_ESTADO = PR
MV_GIAEFD = .F.
O parâmetro MV_ESTADO deve identificar o Paraná, enquanto MV_GIAEFD deve estar configurado como falso no cenário descrito pela documentação. (Central de Atendimento TOTVS)
📥 Importação da Tabela 5.2 do SPED
Os códigos declaratórios podem ser:
importados por meio do programa
U_IMPSPED; oucadastrados manualmente na rotina FISA156 – Códigos de Valores Declaratórios. (Central de Atendimento TOTVS)
1. Obter a Tabela 5.2
Faça o download da tabela externa correspondente ao estado do Paraná no portal de tabelas do SPED Fiscal. (Central de Atendimento TOTVS)
2. Renomear o arquivo
Após o download, renomeie o arquivo para:
TABELA52.TXT
🐧 Ambientes Linux
Em servidores Linux, o arquivo deve permanecer em letras minúsculas:
tabela52.txt
A TOTVS também orienta que o caminho interno seja informado em minúsculas, por exemplo:
protheus_data/system/
Essa atenção é necessária porque ambientes Linux diferenciam letras maiúsculas e minúsculas nos nomes de arquivos e diretórios. (Central de Atendimento TOTVS)
3. Posicionar o arquivo
Coloque o arquivo dentro da estrutura Protheus_Data, em uma pasta acessível pelo ambiente utilizado na importação. (Central de Atendimento TOTVS)
4. Executar o U_IMPSPED
Inicie o Protheus utilizando o programa:
U_IMPSPED
Durante o processamento:
selecione a pasta onde está o arquivo;
escolha o arquivo da Tabela 5.2;
clique em Abrir;
confirme a execução da importação. (Central de Atendimento TOTVS)
5. Conferir a tabela CDY
Depois da conclusão, os códigos importados serão gravados na tabela CDY, utilizada para armazenar os Códigos de Valores Declaratórios disponíveis no ambiente. (Central de Atendimento TOTVS)
🧾 Cadastro manual pela rotina FISA156
Quando a importação automática não for utilizada, os códigos também podem ser mantidos diretamente pela rotina:
FISA156 – Códigos de Valores Declaratórios
Nesse caso, o cadastro deve respeitar os códigos oficiais da Tabela 5.2 aplicáveis ao Paraná. (Central de Atendimento TOTVS)
É importante evitar a criação de códigos sem validação fiscal, pois o conteúdo informado será posteriormente utilizado nas regras que alimentam a escrituração e o XML da NF-e.
🔗 Amarração na rotina FISA140
Depois da importação ou do cadastro manual, acesse:
FISA140 – Produtos x Códigos de Valores Declaratórios
Nessa rotina, crie a associação aplicável à operação fiscal. A documentação da TOTVS indica o preenchimento das seguintes informações:
Produto;
CFOP da operação;
Código do Valor Declaratório da Tabela 5.2;
CST;
Código de Reflexo, conforme o tratamento tributário necessário. (Central de Atendimento TOTVS)
A regra deve representar corretamente a combinação fiscal que será utilizada no pedido e na nota.
📌 Exemplo conceitual de amarração
Uma regra da FISA140 pode considerar:
Produto: 000001
CFOP: 5102
CST: conforme tributação da operação
Código declaratório: código da Tabela 5.2
Código de reflexo: conforme livro fiscal e cálculo do ICMS
Os códigos utilizados devem ser definidos pela área fiscal, considerando a legislação e o benefício efetivamente aplicável à operação.
🛒 Validação no Pedido de Venda
Após configurar a FISA140, acesse a rotina:
MATA410 – Pedido de Venda
Inclua o pedido normalmente, informando:
cliente;
produto;
quantidade;
valor unitário;
valor total;
TES devidamente configurada. (Central de Atendimento TOTVS)
Depois, acesse:
Outras Ações → Planilha → Lançamento de Apuração → Valor Declaratório
Nesse ponto, devem ser apresentadas as informações que serão consideradas posteriormente para a geração da tag cBenef. (Central de Atendimento TOTVS)
🗃️ Quando a tabela CDV é gravada
Um ponto importante do processo é que a tabela CDV somente será gravada após a emissão da nota fiscal.
A visualização do valor declaratório no pedido confirma a identificação da regra, mas a persistência definitiva na CDV ocorre durante o faturamento e a geração do documento de saída. (Central de Atendimento TOTVS)
A montagem do XML utiliza os dados gravados nessa tabela para preencher a tag:
<cBenef>...</cBenef>
Portanto, antes da emissão da nota, é esperado que o registro ainda não esteja disponível na CDV. (Central de Atendimento TOTVS)
🧮 Configuração conforme o tratamento do ICMS
O Código de Reflexo informado na FISA140 deve ser compatível com a configuração da TES e com a forma como os valores são levados ao Livro Fiscal.
1. Operação sem cálculo de ICMS
Quando a TES estiver configurada com:
Calcula ICMS = Não
e o Livro Fiscal de ICMS estiver como:
Isento; ou
Outros,
o Código de Reflexo deverá ser configurado de forma coerente com a coluna em que o valor será escriturado. (Central de Atendimento TOTVS)
Uma configuração incorreta pode fazer com que o sistema não encontre a regra declaratória esperada ou grave o reflexo fiscal em posição diferente da necessária.
2. Redução da base de cálculo do ICMS
Nos cenários de redução da base de cálculo, a TOTVS apresenta como referência os seguintes campos da TES ou da Exceção Fiscal:
F4_ICM = S
F4_BASEICM = percentual tributado
F7_BASEICM = percentual tributado, quando usada exceção fiscal
F4_LFICM = Isento ou Outros
F4_CONSUMO = Não
O campo F4_BASEICM ou F7_BASEICM deve representar o percentual efetivamente tributado. O restante da operação será direcionado para a coluna Isento ou Outros, de acordo com o conteúdo de F4_LFICM. (Central de Atendimento TOTVS)
Exemplo
Para uma operação com:
F4_BASEICM = 60
F4_LFICM = Isento
o valor será distribuído entre:
60% na coluna Tributada;
40% na coluna Isento. (Central de Atendimento TOTVS)
Se o Livro Fiscal estiver como Outros, a distribuição será:
60% na coluna Tributada;
40% na coluna Outros. (Central de Atendimento TOTVS)
O Código de Reflexo da FISA140 deve acompanhar essa configuração para que o valor declaratório seja associado corretamente.
3. Diferimento de ICMS
Operações com ICMS diferido também exigem Código de Reflexo compatível com o cálculo e com a escrituração realizada pela TES.
A TOTVS mantém documentação específica para o cálculo de diferimento e orienta ajustar a FISA140 conforme o reflexo fiscal produzido pela operação. (Central de Atendimento TOTVS)
🧩 Tratamento por produto ou grupo de tributação
Por padrão, a FISA140 pode ser configurada considerando o código do produto. Entretanto, também é possível utilizar o grupo de tributação, controlado pelo parâmetro:
MV_MTCLF3K
Os comportamentos são:
MV_MTCLF3K = 0
Tratamento por código do produto.
MV_MTCLF3K = 1
Tratamento por grupo de tributação. (Central de Atendimento TOTVS)
📌 Exemplo com grupo de tributação
Considere:
Grupo tributário do produto = 001
Grupo tributário do cliente = em branco
A regra da FISA140 deve possuir:
Grupo de produto = 001
Grupo de cliente = em branco
Em outro cenário:
Grupo tributário do produto = 001
Grupo tributário do cliente = AAA
A regra deve considerar:
Grupo de produto = 001
Grupo de cliente = AAA
A combinação cadastrada deve coincidir com os grupos efetivamente associados ao produto e ao cliente da operação. (Central de Atendimento TOTVS)
🔍 Como verificar a geração do cBenef
Após a emissão da nota fiscal, valide o processo em três níveis.
1. Tabela CDV
Confirme se foram gravados registros correspondentes ao documento fiscal.
2. XML da NF-e
Verifique se o XML contém a tag:
<cBenef>CODIGO_DO_BENEFICIO</cBenef>
3. Retorno da SEFAZ
Confirme se a nota foi autorizada sem rejeições relacionadas ao Código de Benefício Fiscal.
Se a CDV estiver corretamente preenchida, mas a tag não for gerada no XML ou houver rejeição durante a transmissão, a TOTVS orienta direcionar a análise à equipe responsável pelo TSS – Nota Fiscal Eletrônica. (Central de Atendimento TOTVS)
⚠️ Principais pontos de atenção
O ambiente deve estar configurado com
MV_ESTADO = PR.A Tabela 5.2 precisa estar atualizada e corretamente importada.
Em Linux, o nome do arquivo e o caminho devem ser mantidos em letras minúsculas.
A importação grava os códigos na CDY, não diretamente na CDV.
A FISA140 define a regra que será aplicada à operação.
O Código de Reflexo precisa estar alinhado com o cálculo e com o Livro Fiscal da TES.
A tabela CDV somente é gravada após a emissão da nota.
O XML utiliza a CDV para gerar a tag
cBenef. (Central de Atendimento TOTVS)
✅ Checklist de configuração
Antes de emitir a nota, valide:
MV_ESTADO = PR;MV_GIAEFD = .F.;Tabela 5.2 do Paraná baixada;
arquivo renomeado para
TABELA52.TXT;em Linux, arquivo e caminhos configurados em minúsculas;
importação realizada pelo
U_IMPSPEDou cadastro pela FISA156;códigos conferidos na tabela CDY;
amarração criada na FISA140;
produto ou grupo tributário corretamente informado;
CFOP e CST compatíveis com a operação;
Código de Reflexo coerente com a TES;
TES corretamente configurada;
valor declaratório identificado no pedido de venda;
nota fiscal emitida;
registro conferido na CDV;
tag
cBenefvalidada no XML.
✅ Resultado esperado
Após concluir a importação dos códigos, criar a amarração na FISA140 e emitir a nota fiscal, o Protheus deverá:
identificar o código declaratório aplicável;
apresentar o valor declaratório no pedido;
gravar as informações na tabela CDV durante o faturamento;
utilizar os dados da CDV na montagem do XML;
preencher a tag
cBenefcom o código correspondente ao benefício fiscal da operação. (Central de Atendimento TOTVS)
💡 Boas práticas
validar os códigos com a área fiscal antes da configuração;
manter a Tabela 5.2 atualizada;
testar inicialmente em homologação;
utilizar regras específicas por CFOP e CST quando necessário;
documentar as amarrações cadastradas na FISA140;
conferir a TES e o Código de Reflexo em operações isentas, outras, com redução ou diferimento;
guardar evidências do pedido, da CDV e do XML;
evitar alterações diretas nas tabelas por banco de dados.
❓ FAQ
1. Onde os códigos da Tabela 5.2 são gravados?
Após a importação pelo U_IMPSPED, os códigos são gravados na tabela CDY. (Central de Atendimento TOTVS)
2. Posso cadastrar os códigos manualmente?
Sim. O cadastro pode ser realizado pela rotina FISA156 – Códigos de Valores Declaratórios. (Central de Atendimento TOTVS)
3. Qual rotina cria a amarração do benefício fiscal?
A rotina FISA140 – Produtos x Códigos de Valores Declaratórios. (Central de Atendimento TOTVS)
4. A tabela CDV é gravada na inclusão do pedido?
Não. A TOTVS informa que a CDV somente será gravada após a emissão da nota fiscal. (Central de Atendimento TOTVS)
5. De qual tabela o XML busca o código do cBenef?
A montagem do XML utiliza as informações gravadas na tabela CDV. (Central de Atendimento TOTVS)
6. É possível configurar a FISA140 por grupo de tributação?
Sim. Utilize MV_MTCLF3K = 1 para tratamento por grupo de tributação. Com MV_MTCLF3K = 0, o tratamento ocorre por código do produto. (Central de Atendimento TOTVS)
7. O que verificar se a CDV foi gravada, mas o cBenef não aparece no XML?
Nesse cenário, a TOTVS orienta abrir uma solicitação para a equipe de TSS – Nota Fiscal Eletrônica, anexando o XML, os registros da CDV e as evidências da configuração. (Central de Atendimento TOTVS)
🔗 Referências
TOTVS – Geração da tabela CDV “cBenef” para alimentar a tag cBenef para o estado do Paraná. (Central de Atendimento TOTVS)
TOTVS – Redução da Base de Cálculo de ICMS. (Central de Atendimento TOTVS)
TOTVS – Cálculo de Diferimento de ICMS. (Central de Atendimento TOTVS)
TOTVS – Tratamento da FISA140 por grupo de tributação. (Central de Atendimento TOTVS)
👤 Autor
Fabrizio Augusto Ventavolo
Consultor Especialista TOTVS — Mastersiga Consultoria
“Conectamos tecnologia, processos e pessoas para acelerar resultados com excelência em sistemas TOTVS.”