📅 Data de publicação
06/03/2026
🎯 Objetivo
Orientar, de forma prática e detalhada, como realizar a configuração do Banco de Horas no Protheus, passando pelos parâmetros, cadastro de eventos, processamento mensal, carga da tabela de banco de horas e fechamento para compensação ou pagamento. O material-base da TOTVS trata esse processo no contexto do Microsiga Protheus, com foco no módulo de Ponto Eletrônico. (TDN)
🧩 Visão geral
No Protheus, o Banco de Horas depende de uma combinação entre parâmetros do sistema, cadastro correto de eventos, processamento das marcações/apontamentos e rotina de fechamento. A lógica principal é que determinados eventos sejam marcados para compor o agrupamento de horas, permitindo que o sistema acumule os saldos e, ao final do período, apure o resultado para compensação ou pagamento. (TDN)
⚙️ Etapa 1 — Configuração dos parâmetros
O primeiro passo é configurar os parâmetros MV_BHDE e MV_BHATE, responsáveis por definir o intervalo inicial e final de horas para acúmulo no Banco de Horas. Segundo a orientação da TOTVS, esse intervalo deve ser informado no formato 999.99. Esses parâmetros classificam o resultado dos eventos por agrupamento. (TDN)
Um ponto importante é que esses parâmetros só terão efeito quando, no cadastro do evento, o campo Agrupamento de Horas (S/N) estiver definido como S. Caso os parâmetros estejam zerados, os eventos passam a ser tratados como não agrupados, o que impacta diretamente a apuração do banco. (TDN)
🗂️ Etapa 2 — Cadastro dos eventos no SP9
Depois da parametrização, é necessário revisar o cadastro de eventos (SP9) e identificar quais eventos deverão acumular no Banco de Horas. Na prática, isso significa configurar corretamente os eventos que representam créditos ou débitos de horas gerados a partir das marcações do colaborador. (TDN)
Essa etapa é crítica porque o Banco de Horas não funciona apenas com a ativação de parâmetros. O sistema precisa saber, por meio do evento, o que deve ser acumulado. Se o evento estiver incorreto ou incompleto, a carga posterior do banco poderá não refletir o saldo esperado.
🏷️ Etapa 3 — Inclusão dos eventos identificadores obrigatórios
A documentação orienta que sejam incluídos dois eventos específicos para o resultado do Banco de Horas:
023A – Resultado do Banco de Horas – Provento
024A – Resultado do Banco de Horas – Desconto (TDN)
Esses identificadores são fundamentais para que o sistema consiga gerar corretamente o resultado final do banco no momento do fechamento. Em outras palavras, eles funcionam como eventos de saída do processo, traduzindo o saldo apurado em movimento utilizável para a folha ou para a compensação.
⏱️ Etapa 4 — Leitura, apontamento e geração dos eventos
Após configurar parâmetros e eventos, o próximo passo operacional é executar a leitura e o apontamento das marcações. Depois desse processamento, o sistema passa a apresentar os eventos calculados para o funcionário. (TDN)
É nesta fase que o Protheus transforma os registros de jornada em eventos tratáveis pelo motor de cálculo. Por isso, se houver inconsistências no relógio, nas marcações ou no tratamento das batidas, o reflexo aparecerá no Banco de Horas.
📘 Etapa 5 — Cálculo mensal e carga da tabela SPI
Ao executar o cálculo mensal, o sistema alimenta a tabela SPI (Banco de Horas) com base nos eventos definidos para acumular no banco. A própria orientação da TOTVS mostra que, nesse momento, o sistema apresenta tanto o saldo de horas do período quanto o saldo valorizado correspondente. (TDN)
Isso significa que o Protheus pode trabalhar com duas visões relevantes:
Saldo em horas
Saldo valorizado das horas
Outro detalhe importante é que a documentação informa que, se necessário, o usuário pode realizar ajuste manual do Banco de Horas nessa tela. Esse recurso deve ser usado com critério, sempre acompanhado de validação funcional e rastreabilidade operacional. (TDN)
🔄 Etapa 6 — Fechamento do Banco de Horas
A etapa final é o fechamento do Banco de Horas, responsável por apurar o resultado ou gerar os eventos finais do período para compensação ou pagamento. A TOTVS destaca duas formas de fechamento: (TDN)
📌 Fechamento por período
Nesse modelo, o sistema realiza o resultado dos eventos de débito e crédito de acordo com o intervalo selecionado, independentemente da quantidade de horas. (TDN)
📌 Fechamento por horas
Aqui, o sistema utiliza as regras dos limites configurados, independentemente do período informado. (TDN)
Após o fechamento, as horas são baixadas do Banco de Horas e o saldo correspondente pode ser enviado para a opção Resultados, permitindo a integração com a folha de pagamento. A TOTVS também esclarece que o sistema pode gerar o resultado em Horas normais ou em Horas valorizadas, conforme a parametrização adotada no fechamento. (TDN)
🧠 Entendimento prático do processo
De forma resumida, a configuração do Banco de Horas no Protheus segue esta lógica:
Definir o intervalo de agrupamento pelos parâmetros.
Marcar corretamente os eventos que entram no banco.
Criar os eventos de resultado do Banco de Horas.
Processar leitura e apontamento das marcações.
Executar o cálculo mensal para alimentar a SPI.
Realizar o fechamento para compensar ou pagar o saldo.
Quando essa sequência é respeitada, o processo tende a funcionar de forma consistente. Quando não é, os erros mais comuns costumam estar em três pontos: parâmetros zerados, evento sem agrupamento ou ausência dos eventos identificadores de resultado.
🚨 Pontos de atenção
Alguns cuidados merecem destaque durante a implantação ou revisão dessa rotina:
✅ Validar o agrupamento dos eventos
Não basta cadastrar o evento. É indispensável confirmar se ele está habilitado para compor o agrupamento de horas.
✅ Revisar os parâmetros antes de testar
Se MV_BHDE e MV_BHATE estiverem incorretos ou zerados, o comportamento do banco ficará comprometido.
✅ Conferir o reflexo no cálculo mensal
Mesmo com evento configurado, o comportamento deve ser validado após o cálculo mensal, verificando se a SPI foi realmente alimentada.
✅ Definir corretamente a regra de fechamento
A escolha entre fechamento por período e fechamento por horas muda o resultado prático da apuração.
✅ Controlar ajustes manuais
Ajustes diretos no banco devem ser exceção, sempre com justificativa e controle interno.
🏢 Aplicação no ambiente corporativo
Em operações com grande volume de colaboradores, escalas diferenciadas e políticas específicas de compensação, o Banco de Horas no Protheus precisa estar alinhado não apenas à parametrização técnica, mas também à regra de negócio da empresa. Por isso, é recomendável validar a configuração junto às áreas de RH, DP e gestão operacional, evitando divergências entre o que o sistema calcula e o que a política interna determina.
Esse cuidado é ainda mais importante em clientes que possuem convenções coletivas, limites de compensação por período ou pagamento de excedentes com regras próprias.
✅ Conclusão
A configuração do Banco de Horas no Protheus exige atenção a detalhes técnicos e funcionais. O ponto central da rotina está no correto relacionamento entre parâmetros, eventos de acúmulo, eventos de resultado, processamento mensal e fechamento. Quando esses elementos estão corretamente alinhados, o sistema consegue controlar os saldos de forma confiável e gerar o tratamento adequado para compensação ou pagamento. (TDN)
Mais do que ativar uma rotina, configurar o Banco de Horas corretamente significa dar segurança à operação de RH e previsibilidade ao cálculo, reduzindo retrabalho, inconsistências e ajustes manuais desnecessários.
❓ FAQ
1. Quais parâmetros controlam o intervalo de acúmulo do Banco de Horas?
Os parâmetros são MV_BHDE e MV_BHATE, informados no formato 999.99. (TDN)
2. O que acontece se esses parâmetros estiverem zerados?
Os eventos serão tratados como não agrupados, prejudicando a apuração do Banco de Horas. (TDN)
3. Qual campo do evento precisa estar configurado para entrar no Banco de Horas?
O campo Agrupamento de Horas (S/N) deve estar com S. (TDN)
4. Quais eventos de resultado devem existir?
A documentação orienta a criação dos eventos 023A – Resultado do Banco de Horas – Provento e 024A – Resultado do Banco de Horas – Desconto. (TDN)
5. Em que momento a tabela SPI é alimentada?
A carga ocorre ao executar o cálculo mensal, desde que os eventos tenham sido configurados para acumular no banco. (TDN)
6. É possível ajustar o Banco de Horas manualmente?
Sim. A TOTVS informa que, se necessário, o usuário pode realizar ajuste manual na tela do Banco de Horas. (TDN)
7. Qual a diferença entre fechamento por período e por horas?
O fechamento por período apura com base no intervalo selecionado; o fechamento por horas utiliza as regras dos limites, independentemente do período. (TDN)
👤 Autor
Fabrizio Augusto Ventavolo