📅 Data de publicação: 12/02/2026
🎯 Visão geral
A partir do ano-base 2025 (DIRF entregue em 2026), a DIRF passa a ser gerada automaticamente pelo Governo com base nos dados mensais transmitidos via eSocial (e também EFD-Reinf, quando aplicável).
Com isso:
📌 DIRF: deixa de ser uma obrigação “gerada e transmitida” pela empresa (processo passa a ser do Governo, alimentado pelas transmissões mensais).
📌 Informe de Rendimentos: continua sendo responsabilidade da empresa emitir, durante este período de transição, utilizando os sistemas internos (ex.: Protheus).
🧾 O que muda na prática
✅ DIRF (automática)
Os dados de IRRF já estão na base do Governo porque foram enviados ao longo do ano por eventos do eSocial (ex.: S-5002).
Como é o primeiro ciclo nesse novo formato, a conferência das informações ganha ainda mais importância.
✅ Informe de Rendimentos (permanece na empresa)
O processo de geração e impressão do Informe continua no Protheus.
Mesmo com a DIRF “automática”, ainda é necessário manter o processo interno consistente, pois:
o Informe é entregue ao colaborador,
os dados precisam bater com o que foi transmitido ao Governo.
🔎 Como conferir os valores (Governo x Protheus)
A estratégia recomendada é confrontar o que está no Demonstrativo Consolidado (Governo) com os relatórios do Protheus, para identificar divergências de forma objetiva.
🧭 Conferência no Portal da Receita (visão consolidada)
De forma geral, o caminho para consultar o consolidado é:
Acessar o Portal de Serviços da RFB
Ir em Negócios → Declarações
Selecionar Consultar Rendimentos Pagos e Retenções
Em Demonstrativos, escolher o ano 2025
Avaliar a visão Anual ou Mensal
📌 Observação importante: o “painel de críticas” costuma evidenciar ausências cadastrais (ex.: CPF de dependente), e nem sempre aponta divergência de valores — por isso a conferência de números via relatórios é essencial.
🧰 Relatórios do Protheus que ajudam na conferência
📊 1) Painel de Conferência de IRRF
Relatório que apresenta valores equivalentes às colunas típicas de DIRF/IRRF por colaborador (ex.: rendimentos tributáveis, isentos, etc.), facilitando a comparação com o consolidado.
🧾 2) Conferência S-5002 — IRRF (Dados Complementares)
Monitor/relatório que detalha, além dos valores, as informações complementares usadas na base de cálculo do IRRF, como:
🏥 Plano de saúde (dados cadastrais da operadora, etc.)
👨👩👧 Dependentes (nome/CPF)
💸 Pensão alimentícia (beneficiários)
🏦 Previdência complementar (dados da instituição)
🧷 3) Ficha Financeira com incidências do eSocial
A Ficha Financeira, com as incidências corretas, ajuda a validar se o que foi apurado internamente está coerente com a parametrização exigida para refletir no eSocial.
🧩 Middleware: atenção especial (REAVMID e tabela RUQ)
Para ambientes que transmitem via Middleware, existe a rotina de Reavaliação de Totalizadores (REAVMID) para alimentar a tabela RUQ, necessária para apoiar a conferência de dados complementares do IRRF relacionados ao S-5002.
Na execução, normalmente é possível:
selecionar período
definir o evento (ex.: S-5002)
escolher as empresas a processar
🧱 Protheus: base de dados do Informe
O processo de geração do Informe de Rendimentos permanece com extração das tabelas SR4/SRL.
Mesmo que a DIRF “não seja mais entregue pela empresa”, a geração de dados continua sendo um passo essencial para garantir consistência e permitir ajustes/validações internas quando necessário.
🛠️ O que fazer quando houver divergência
✅ Se estiver correto no S-5002 e não refletir no consolidado do Governo: a orientação é acionar a Receita (canal oficial de atendimento).
✅ Se estiver incorreto no S-5002 (e por consequência no Governo): é necessário corrigir a origem e retificar as informações (novas transmissões/ajustes conforme o cenário).
❓ FAQ
1) A DIRF acabou?
A obrigação continua existindo, mas o processo de geração/entrega passa a ser automático pelo Governo, baseado no eSocial (ano-base 2025 em diante, entregue em 2026).
2) Minha empresa ainda precisa emitir o Informe de Rendimentos?
Sim. O Informe continua sendo responsabilidade da empresa neste ciclo de transição.
3) Quais conferências são mais importantes agora?
Principalmente: valores de IRRF e dados complementares (dependentes, pensão, plano de saúde, previdência complementar), pois impactam diretamente o consolidado e o Informe.
4) Uso Middleware. Preciso de algum cuidado extra?
Sim. Em cenários Middleware, a rotina REAVMID é relevante para alimentar dados usados na conferência (tabela RUQ) para o relatório de IRRF com dados complementares (S-5002).
5) O painel de críticas do consolidado mostra divergência de valores?
Nem sempre. Ele costuma apontar mais falhas cadastrais. Por isso, a comparação de valores via relatórios do Protheus é indispensável.
👤 Autor
Fabrizio Augusto Ventavolo — Consultor Especialista TOTVS - Mastersiga Consultoria